Criar um Site Grátis Fantástico
Translate this Page

Rating: 2.5/5 (433 votos)



ONLINE
5





Partilhe esta Página



Olá sejam benvindos todos que acessam este site, todo o intuíto dos conteúdos aqui inseridos foram criados para o crescimento espiritual onde cada cristão deve focar nas palavras ditas por Jesus e registradas no livro de Marcos 16:15-20, todos devemos ser evangelizadores, adotando estas palavras, afirmamos que somos sim evangelizadores sem fronteiras, estas palavras chegam ao mais distante morador, por isso ela não tem e nunca terá fronteiras...

Sinta-se livre para expor sua opinião, colabore com seus donativos para o crescimento desta obra que é super importante para nós do noticias do Reino.

Santander conta 03008556-4 agência 2977


O Seol entregará os mortos nele
O Seol entregará os mortos nele

 

O que entenderam corretamente os escritores da Bíblia Hebraica que fosse o Seol?

OS HEBREUS que usavam a palavra Seol no relato bíblico sabiam o que queriam dizer por ela. Sua linguagem revela que não ligaram ao referido lugar nenhum sentido de dor ou prazer. De fato, excluíram dele toda a sensação e atividade. Sempre o associaram com a morte e com os mortos, não com a vida e com os vivos. O próprio significado da palavra na língua hebraica original mostra que Seol quer dizer o estado do sepulcro ou a condição morta da humanidade. Seol significa literalmente ou “lugar de descanso” ou “lugar escavado”. Ambos os sentidos descrevem bem o sepulcro, porque é geralmente um lugar escavado na terra para receber o cadáver, e Jó 3:17 diz: “Ali os ímpios cessam de inquietar, e ali descansam os cansados.”

De que modo verteram Seol os gregos, os latinos, os ingleses e os alemães?

A mais primitiva tradução das Escrituras, do hebraica para o grego, foi conhecida como a Versão dos Setenta, e para Seol esta tradução usou a palavra grega “Hades”. O simples sentido literal de “Hades” é “o lugar oculto”. Os mortos sepultados no túmulo estão no lugar ou estado oculto. Hades é a palavra usada pelos discípulos de Jesus nas Escrituras Gregas cristãs geralmente conhecidas como “O Novo Testamento”. No decorrer do tempo as Escrituras Sagradas foram traduzidas para o latim, e nelas Seol foi traduzido pela palavra latina “infernos”. Seu significado literal é “o lugar inferior, ou, o que jaz em baixo ou, o subterrâneo” ali que os mortos estão nos Sepulcros. Quando Guilherme Tyndale fez a sua tradução para o inglês, de 1525 a 1536, ele usou a palavra “hell” (“inferno”), e os tradutores ingleses posteriores seguiram-lhe o exemplo até tempos recentes. Tyndale traduziu as Escrituras para o inglês de há mais de quatrocentos anos. Devemos ter presente, portanto, que “hell” é uma palavra antiga inglesa. Deriva-se da palavra anglo-saxã helan, que significava “esconder”. Quando os alemães de quatrocentos anos atrás fizeram traduções das Escrituras usaram a que corresponde mui intimamente a palavra alemã “Hoehle”, querendo dizer “uma escavação”. De modo que se vê que em todas essas traduções bem como nas línguas originais da Bíblia as palavras empregadas descreveram a sepultura comum da humanidade, e por si só as palavras não incluíram nenhum sentido de tormento ou prazer, nenhuma sensação ou estado consciente.

USOS DE “SEOL”

Como se fala do inferno como lugar em que se esconder, e por quê?

Os homens da Bíblia, corretamente entendendo o que era, falavam dele como dum lugar em que se esconder. Por isso ouvimos Jó, nas suas aflições às mãos do Diabo, clamar a Deus: “Quem me dera que tu me encobrisses no sepulcro [inferno] e me escondesses nele até ter passado o teu furor, e me assinalasses o tempo em que te lembrarás de mim.” (Jó 14:13) Ora, se o Diabo estivesse lá em baixo no inferno, onde é usualmente representado como estando, Jó dificilmente oraria para ser escondido lá, quando já estava sofrendo terrivelmente às mãos do Diabo. Mas sabendo que o Seol era o sepulcro, Jó teria razão de orar que se o deixasse morrer e ir para lá conforme a vontade de Deus. Quanto aos iníquos que tratam de escapar à ira divina, Jeová Deus diz: “Ainda que cavam até ao inferno, a minha mão os tirará dali; e, se subirem ao céu, dali os farei descer.” (Amós 9:2, Almeida) Os religionistas geralmente dizem que o inferno é o oposto do céu mas certamente Deus não dizia que os iníquos tratariam de subir ao céu onde estão ele e seus anjos, simplesmente para fugir dele. Se Seol fosse um lugar com um compartimento de tormento ardente para os ímpios, tais pessoas dificilmente desejariam esconder-se ali . Seria como saltar da frigideira para dentro do fogo.

De que modo dividem os religionistas o inferno? Que fatos despercebem?

A Bíblia diz que tanto os bons como os maus vão ao Seol. Por causa disto os religionistas com as suas ideias pagãs sobre o destino das duas classes ensinam que o Seol esta dividido em dois compartimentos gerais, um lugar para os bons, que antibiblicamente chamam de “limbo” ou “paraíso”, e um lugar para os maus, ao qual aplicam erroneamente a palavra “Geena”, um lugar ardente. Um fato despercebem: que a Palavra de Deus demonstra que TODO o gênero humano nascido de Adão é imperfeito e pecaminoso aos olhos de Deus e portanto TODOS estão condenados perante ele. “O salário do pecado é a morte” e TODOS pagam esse salário. Por esse motivo TODOS vão ao mesmo lugar na morte. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” (Rom. 6:23; 3:23, Almeida) Antes de morrer Jesus Cristo qual sacrifício do resgate e ser ressuscitado e ascender ao céu com o valor da sua oferta sacrificial, não era possível qualquer homem ter justificação pela fé no sangue dele. Não houve injustiça, então, se TODOS os que morreram antes da ascensão de Cristo aos céus foram ao mesmo lugar, Seol, a sepultura comum. Daí todos poderiam ser remidos do mesmo lugar pelo sacrifício único do Messias.

Quando veio o inferno a existir? Desde então quem vai para lá?

5 Quando veio a existir o Seol (ou “inferno”)? Tanto quanto o registo indica, começou a existir quando a primeira testemunha de Jeová Deus, a saber, Abel, foi morto por seu irmão Caim e seu sangue clamou a Deus desde a terra. Se Caim enterrou o cadáver de Abel não sabemos. (Gên. 4:8-11) Não obstante, seu cadáver, desintegrando-se e voltando ao pó do qual o gÊnero humano é feito, iria ao inferno bíblico ou Seol. Não foi Abel clamando a Deus dum lugar não-bíblico chamado “limbo” ou “paraíso” que dirigiu a atenção de Deus ao homicídio. O paraíso ainda estava na terra, e os querubins e a espada chamejante que se revolvia ainda se achavam ao oriente do paraíso a fim de impedir que o homem reentrasse e achasse lá a árvore da vida e vivesse para sempre. (Gên. 3:24; 4:16) Foi o sangue de Abel, para receber o qual a terra tinha aberto a garganta, que pediu a vingança divina. Desde então todos os homens e mulheres que morreram ou foram mortos e que se sujeitam às provisões do sacrifício resgatador do Messias foram ao mesmo lugar que Abel, ao Seol. (Ecl. 3:19-21) O patriarca Jacob não julgou que o seu amado filho José tivesse sido tão ímpio que faria seu pai lamentar-se ao pensar que José tivesse ido ao Seol no qual seu pai na sua velhice encanecida se reuniria a ele. —Gên. 37:35; 42:38; 44:29, 31.

Por que se fala do Seol como sendo insaciável, de seio alargado e profundo?

É muito aparente, portanto, que o Seol ou “inferno” não foi criado por Jeová Deus qual região em que o Diabo presidiria, porque até os que são fiéis ao Deus Altíssimo vão para lá ao morrer. Esta habitação temporária dos mortos reclamou bilhões. Continuará a reclamar muitos mais da humanidade até que este velho mundo de Satanás o Diabo seja destruído no Armagedon e Jesus Cristo, Filho de Deus, comece seu reinado de mil anos. Até então Seol será voraz e jamais se saciará. “O inferno e o abismo nunca se enchem.” “Há três coisas, que são insaciáveis, e uma quarta que nunca diz: Basta. O inferno, a mulher, a terra que nunca se farta de água, e o fogo que nunca diz: Basta!” (Prov. 27:20; 30:15, 16, Soares) Porque tantos morriam de fome e sede, o profeta disse: “Por isso é que o inferno alargou o seu seio, e sem termo algum abriu a sua boca.” ( Isa. 5:14, Figueiredo) Porque contém tantos e pode conter ainda mais, fala-se dele como sendo muito profundo. Seu desejo de vitimas é semelhante ao desejo dum homem egoísta. —Jó 11:8; Heb. 2:5.

TODOS LÁ ESTÃO SEM VIDA

Em virtude de crerem que doutrina dividem os religionistas o inferno?

Os instrutores religiosos da Cristandade adotaram as filosofias pagãs relativas à alma humana. Por este motivo têm desvirtuado as Escrituras para ensinar que o inferno tem duas secções, uma de deleites para os justos e outra de tormento perverso para os injustos. Nesta base, às instruções do Vaticano, estão renovando a tentativa de amedrontar os homens para fazê-los entrar nos sistemas religiosos, por representarem falsamente a Deus e pregarem inveridicidades terrificantes a respeito do lugar e estado dos que morrem. Em tudo isto recorrem à doutrina pagã da imortalidade da alma humana. Se nossa alma é imortal, nesse caso, eles arrazoam, deve estar viva no inferno. E se tanto os bons como os maus vão para o inferno, seria injusto que ambas as classes tivessem lá a mesma experiência, e por isso raciocinam que deve haver nele um limbo ou lugar de descanso e de felicidade para os bons e um lugar de tortura para os maus.

O que diz o novo catecismo sobre o limbo e o tormento do inferno?

“O que queremos dizer ao declararmos no credo dos apóstolos que Cristo desceu aos infernos?” diz: “Queremos dizer que, depois que morreu, a alma de Cristo desceu a um lugar ou estado de descanso, chamado limbo, em que as almas dos justos O esperavam. O céu tinha sido fechado pelo pecado de Adão. Os justos entre os mortos não podiam entrar no céu até que Cristo pagasse pelo pecado do homem e reparasse os seus danos. Eles esperavam a sua redenção no limbo.”

“Quem são os que são castigados no inferno?” o mesmo catecismo diz: “São castigados no inferno os que morrem no pecado mortal; estes são destituídos da visão de Deus e sofrem tormentos medonhos, especialmente os do fogo, para toda a eternidade, (a) As almas no inferno estão além de toda a ajuda. . . . São destinadas à companhia dos diabos para toda a eternidade.”

Ao ensinar isso, que verdades bíblicas rejeita?

Aqui vemos o erro em que os religionistas incorreram por aceitar a doutrina pagã da imortalidade inerente da alma humana e rejeitar a lúcida declaração de Deus: “Eis que todas as almas são minhas: . . . a alma que pecar, essa morrerá.” (Eze. 18:4) Isso quis dizer, também a alma de Jesus quando ele morreu pelo pecado da humanidade, porque Isaías 53:10-12 diz: “Quando a sua alma se puser por expiação do pecado, . . . amou a sua alma na morte.” (Almeida) Portanto quando Jesus morreu, não havia almas viventes e conscientes em parte alguma do inferno, nem sequer diabos. Até o próprio Jesus não estava nele vivo e consciente para poder pregar aos que tivessem morrido. Não só não podia pregar lá, mas também ninguém que estava lá podia escutar qualquer pregação. Pois Eclesiastes 9:5, 10 diz: “Os que estão vivos sabem que hão de morrer, porém os mortos não sabem mais nada;. . . porque na sepultura [no inferno, Douay], para onde te precipitas, não haverá nem obra, nem razão, nem sabedoria, nem ciência.” (Soares) É por isso que o salmista fala dos que estão no inferno como se estivessem adormecidos na cama, dizendo: “Se fizer do inferno a minha cama, eis que tu estás ali.” —Sal. 139:8,

Isto prova que Jesus contou uma parábola, e não uma realidade, quando falou dum certo homem rico e dum certo mendigo chamado “Lázaro” e disse: “Morreu também o rico, e foi sepultado no inferno. E, quando estava nos tormentos, levantando os olhos, viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio; e, gritando disse: . . . sou atormentado nesta chama.” (Luc. 16:22-24, Soares) Jesus não dizia que no inferno literal em que estão sepultados os mortos há um fogo literal. Ele ilustrava por meio duma parábola que nesta vida a pessoa pode morrer no tocante a certos ricos privilégios que uma vez gozava em relação ao concerto abraâmico e depois sofrer experiências ardentes debaixo do desfavor de Deus nesta vida até ao dia em que realmente morre e deixa de existir.a

Por que não refutam o caso e as palavra de Jonas a Bíblia no que diz respeito ao “inferno”?

Ah, mas alguém dirá, Jonas clamou no meio do mar: “Eu clamei ao Senhor no meio da minha tribulação, e ele me escutou; clamei desde o ventre do inferno, e tu escutaste a minha voz.” (Jonas 2:3, Figueiredo) Não estava Jonas vivo lá no “ventre do inferno”? Sim, mas isso não prova que os que estão no inferno estão vivos, porque Jonas não estava num inferno literal. Ele estava vivo no ventre da baleia ou monstro marinho. Parecia quase impossível que ele saísse vivo, e consequentemente ele pensava que o ventre do peixe lhe seria o inferno, isto é, Seol ou sepultura. Lá embaixo, também, estava no lugar escavado e no lugar escondido. Por todos estes motivos, então, ele falou disso como o “ventre do inferno”. Se tivesse estado no verdadeiro inferno ou Seol, não teria estado vivo e capaz de clamar a Jeová Deus. Séculos mais tarde Jesus disse: “Pois assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do homem estará três dias e três noites no coração da terra.” (Mateus 12:40) De modo que Jesus ao morrer foi ao verdadeiro inferno ou Seol. Porque Jonas estava em grande aflição de espírito e desconforto físico no ventre da baleia não podemos dizer que isso prova que os que estão no inferno estão em “tormentos medonhos”. Se isso fosse a verdade, então também provaria que quando Jesus estava no inferno ou Seol ele, igualmente, estava em tormentos medonhos, porque se comparou com Jonas. Além disso Jonas saiu do seu “inferno”, e assim também Jesus saiu do inferno. Portanto o caso e as palavras de Jonas não contradizem o resto da Bíblia quanto ao estado dos mortos e à natureza do inferno.

‘Descerem vivos ao inferno’ prova que há vida lá? Por quê?

Ora, pois, se não há vida nesse lugar, por que orou Moisés que certos rebeldes ‘vivos descessem ao inferno’? Porque ele queria dizer meramente que fossem enterrados vivos. Não queria dizer que continuariam a viver depois de chegar lá. Em prova disto lemos: “E desceram vivos ao inferno, e cobriu-os a terra, e pereceram do meio da multidão.” (Núm. 16:30, 33, Soares) Referindo-se à mesma espécie de enterro vivo, o Salmo 54:16 diz: “Venha a morte sobre eles, e desçam vivos ao inferno.” (Sal. 55:15) Para descrever como certos intrigantes falam de comer vivo um inocente, Provérbios 1:12 os cita como dizendo: “Devoremo-lo vivo como o sepulcro [inferno, Douay], e inteiro como aquele que desce à cova.” Assim, estes textos não provam que uma alma humana imortal continua a viver nalgum lugar após a morte.

Que ocorre fisicamente aos que descem ao Seol ou inferno?

Com referência à criação de Adão a própria Palavra de Deus diz: “O primeiro homem Adão foi feito alma vivente,” e foi a esta alma vivente que Deus disse quanto ao fruto proibido: “Em qualquer dia que comeres dele, morrerás indubitavelmente.” (1 Cor. 15:45 e Gên. 2:7, 16, 17) Quando Adão pecou por comer do fruto proibido, Deus o sentenciou à morte, dizendo: “Até que voltes à terra, de que fostes tomado; porque tu és pó e em pó te hás de tornar.” (Gên. 3:19,) Deus não mencionou sobrevivência alguma da alma para Adão e Eva. Quando alguém vai ao sepulcro sem ser embalsamado ele se desintegra em pó e cessa de existir como criatura viva inteligente. Eis por que as Escrituras Sagradas dizem que aqueles que vão ao Seol ou inferno cessam de existir e enfim se dissolvem em matéria sem forma nem vida. Isto explica as palavras de Jó: “Assim como se desfaz a nuvem, e passa, assim aquele que descer aos infernos não subirá.” (Jó 7:9) “A sequidão e o calor desfazem as águas de neve, assim faz o Seol aos que pecaram.” (Jó 24:19) Tudo isso refuta que Seol seja tal lugar como a Hierarquia Católica Romana o descreve, um lugar para conservar vivas as almas humanas que se supõem ser imortais.

COMO A ALMA VAI PARA LÁ

Como prova a Bíblia para onde vai a alma humana na morte?

Neste ponto nos confronta uma pergunta interessante: Se o lugar não serve para conservar vivas as almas, por que dizem as Escrituras Sagradas que é a alma que desce para lá? A primeira vez que a Bíblia diz isto é numa profecia que o apóstolo Pedro aplica a Jesus Cristo. Reza: “Porque não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu santo experimente corrupção.” (Sal. 15:10 e Atos 2:27, 31) Outras escrituras que indicam que a alma humana vai para lá na morte rezam: “Senhor, tiraste do inferno a minha alma, puseste-me a salvo dos que descem à cova.” “Porque a tua misericórdia é grande para comigo, e livraste a minha alma do inferno mais profundo.” “Que homem há, que viva, e não veja a morte, que haja de livrar a sua alma do poder do inferno?” “Tu lhe baterás [ao menino] com a vara, e livrará a sua alma do inferno.” —Versão Soares em Sal. 29:4; 85:13; 88:49; Pro. 23:14.

Como estava a “alma” de Jesus no Seol ou inferno?

Por nenhuma imaginação torcida podem-se interpretar estes inspirados versículos a dizer que as almas humanas são imorredouras e que após o enterro do corpo uma alma invisível e imaterial prossegue a viver e desce a um lugar oculto para gozar felicidade e conforto num suposto “limbo” ou sofrer tormentos de fogo num purgatório ou num inferno. Isto contradiria a Bíblia, que diz que a alma humana não é imortal senão morre e que aqueles que estão no Seol ou inferno estão inconscientes e inativos. A alma humana não é separada e distinta do corpo físico, e não pode existir à parte do corpo humano. Requeria a combinação do corpo humano com o fôlego da vida pelo poder de Deus para fazer que o primeiro homem, Adão, se tornasse alma vivente. A Bíblia fala da criatura vivente como alma. Também fala da existência ativa e consciente dessa criatura como alma. Em efeito, a palavra hebraica néphesh, que a Versão Rei Jaime inglesa da Bíblia traduz alma 428 vezes e criatura 9 vezes, também se traduz vida 119 vezes; e a palavra grega, que é psyche, que é traduzida alma 58 vezes, também se traduz vida 40 vezes. De modo que quando puseram o cadáver de Jesus no túmulo rochoso no jardim de Getsemani, o corpo morto de Jesus ficou lá três dias, mas sua alma, quer dizer, sua existência ativa e consciente, tinha cessado de existir. Ele tinha derramado “a sua alma até a morte.” De modo que, estando seu corpo morto no sepulcro e tendo cessado a sua existência consciente, se disse que a alma de Jesus estava no Seol ou inferno. Ele não podia ter uma existência consciente ou alma à parte dum corpo de qualquer espécie, e enquanto seu corpo humano jazia lá no sepulcro sem vida a sua alma ou existência perceptiva era retida pela sepultura, Seol ou inferno.

O que mostram as Escrituras que Deus levanta do Seol ou inferno?

É importante notar que a inspirada Palavra de Deus não diz acerca de Jesus: ‘Não deixarás o meu CORPO no inferno.’ Tampouco dizem outras escrituras que Deus livraria do Seol ou inferno o corpo humano com que morremos. Disse acerca de Jesus: “Não deixarás a minha ALMA no inferno.” O que prova isto? O seguinte: que na ressurreição da morte não é o corpo humano com que a pessoa morreu que Deus levanta dos mortos. É a ALMA ou existência consciente qual criatura que Deus ressuscita, e absolutamente não há amparo bíblico para o chamado “Credo dos Apóstolos” falar da “ressurreição do corpo”. Isto prova, também, que não foi o corpo de carne com que Jesus morreu e foi sepultado que foi levantado do Seol ou inferno. Antes de poder-se corromper seu corpo humano morto no sepulcro, Deus dissolveu milagrosamente a carne morta de Jesus. —Atos 2:31; 2 Cor. 5:1.

Se seu corpo humano foi dissolvido, como foi ressuscitada a alma de Jesus? Há “espíritos que passaram” no inferno? Por quê?

Perplexo talvez exclame um dos leitores: ‘Ora, se o corpo carnal de Jesus não foi levantado, por que não foi deixada no inferno a sua alma e como podia ser livrada e levantada do inferno a sua alma?’ Respondemos: A alma ou existência consciente duma criatura não pode existir à parte do corpo, não é? Além disso, Jesus deu a sua carne humana em sacrifício, não é? De modo que Deus levantou do inferno ou Seol a alma de Jesus dando-lhe um novo corpo, um corpo espiritual ou celestial, e neste uma vida imortal por galardão. É exatamente isso que o apóstolo Pedro declara: “Assim também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para nos levar a Deus, sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no espírito, no qual também foi pregar aos espíritos em prisão (1 Ped. 3:18, 19) De modo que quando Jesus foi ressuscitado, foi levantado como alma espiritual, porque lhe foi dado um corpo espiritual, assim como ele tinha um corpo espiritual antes de tornar-se homem perfeito. Foi ressuscitado à vida no mundo espiritual. Por este motivo ele podia pregar àqueles espíritos que foram encarcerados porque tinham desobedecido a Deus nos dias de Noé. Esses espíritos desobedientes ou “filhos de Deus” desceram do céu e se materializaram como homens extraordinários e se casaram com as formosas filhas dos homens e criaram uma descendência híbrida. Quando desmaterializaram seus corpos humanos no dilúvio e voltaram às regiões espirituais, Deus permitiu que fossem encarcerados no mundo espiritual por causa da sua desobediência. Se Jesus não tivesse sido levantado como alma espiritual na ressurreição e deste modo voltado às regiões espirituais, não poderia ter pregado aos espíritos desobedientes encarcerados ali. (Gên. 6:1-4) Mas nessa ocasião Cristo “vivificado no espírito,” podia ser exaltado soberanamente no céu, mesmo à destra de seu Pai e muito acima dos anjos. —Fil. 2:5-11; 1 Ped. 3:21, 22.

Queira notar que Pedro não disse que os “espíritos em prisão” estavam no inferno. É inteiramente contra a Bíblia dizer, conforme dizem muitos religionistas, que o inferno, Seol ou Hades é o “lugar dos espíritos que passaram.” É um simples rebaixamento ao crasso demonismo ou paganismo usar essa expressão e aplicá-la ao lugar onde os homens vão na morte. Não há espíritos (quer dizer pessoas espirituais) lá. Eclesiastes 12:7 diz a respeito do homem na morte: “E o pó volte à terra donde saiu, e o espírito volte para Deus que o deu.” (Soares) Quando Jesus estava prestes a expirar na estaca de tortura no Calvário, ele não disse: ‘Ó inferno, nas tuas mãos confio meu espírito.’ As palavras de Jesus, conforme registadas em Lucas 23:46, foram: “Pai, nas tuas mãos encomendo o meu espírito.” E ao dizer isso, Jesus citou do Salmo 30:6 (Soares). Esse espírito era a força de vida proveniente de Deus que animava a Jesus, e somente Jeová Deus lha podia restaurar e desse modo ressuscitá-lo dos mortos.

AS SUAS PORTAS NÃO PODEM PREVALECER

Por que não prevalecerão as portas do inferno contra a igreja de Cristo?

Se o inferno fosse um lugar de sofrimentos purgatoriais para alguns e de tormento eterno para outros, todos eles num calor maior do que o da explosão duma bomba atômica, então Jesus desde sua ressurreição seria responsável por todos os seus sofrimentos agonizantes. Como foi isso? Sim! Porque o ressuscitado Jesus disse ao apóstolo João: “Eu sou o primeiro e o último, e o que vive, e fui morto; e eis que estou vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno.” (Apo. 1:17, 18) Tendo as chaves, Jesus pode soltar os mortos não somente do estado de morte, mas também do inferno ou Hades. Jesus foi o primeiro a quem Jeová Deus, por seu próprio poder direto e sem auxílio, ressuscitou dos mortos. Jesus é também o último a quem Deus assim levanta, porque de agora em diante Jeová Deus se serve de seu Filho Jesus Cristo para ressuscitar todos os demais que estão nas sepulturas. Por este motivo Jesus disse a Pedro: “E eu digo-te que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mat. 16:18) Queira toda a Hierarquia Católica Romana observar que Jesus não disse à Pedro que Ele lhe dava as chaves do inferno. Foi cerca de trinta anos após a morte de Pedro que o próprio Jesus disse ao apóstolo João que Ele tinha as chaves da morte e DO INFERNO. Com estas no poder de Jesus, as “portas do inferno” não podem prevalecer contra sua igreja ou congregação de seguidores. Por que não? Porque ele pode soltá-los e faz isto no devido tempo.

Admitem ao portas do inferno a vida? Que coisa relacionada tem portas?

A expressão “portas do inferno” é antiga. Sete séculos antes de Jesus, o rei Ezequias de Jerusalém pensou que estava morrendo e exclamou: “Na metade de meus dias irei para as portas do inferno.” Que esperava estar morto lá, e não vivo em felicidade e conforto, ele acrescenta: “Porque o inferno te não bendirá, nem a morte te louvará; os que descem ao lago não esperarão a tua verdade” (Isa. 38:10, 18) Até a morte foi mencionada como tendo portas. “Então o Senhor falou a Jó, do meio dum redemoinho, e disse: Porventura foram-te abertas as portas da morte, e viste essas portas tenebrosas?” (Jó 38:1, 17) Em gratidão o rei David se dirigiu a Jeová Deus com estas palavras: “Tu, que me retiras das portas da morte, para que publique todos os teus louvores as portas da filha de Sião.” (Sal. 9:15) E Salmo 106:18 diz no tocante aos desobedientes: “A sua alma aborreceu toda a comida, e chegaram até às portas da morte.”

Quando se abrem as portas de inferno e da morte? Com que espécie de almas prevalecerá a igreja sobre elas, e de que maneira?

Quando um homem morre as portas da morte se abrem para recebê-lo, e quando é enterrado as portas do inferno, Seol ou Hades se abrem para recebê-lo. Mas nenhuma destas portas prevaleceu contra Jesus, porque ele foi fiel a Deus até à morte e por causa disto o Deus Todo-poderoso lhe prometeu que o ressuscitaria. Nem poderão prevalecer as portas do inferno e da morte contra a igreja dos seguidores de Jesus e os reter para sempre após terem eles se provado fiéis até à morte assim como Jesus. Não; porque o ressuscitado Jesus tem todo o poder no céu e na terra e também tem as chaves da morte e do inferno. De modo que ele pode usar as chaves e destrancar as portas e levantá-los do estado da morte na sepultura. Ele prometeu fazer isso. (Apo 1:18; 2:10) Ele livrará ou ressuscitará a alma deles, não como criaturas que têm vida humana, mas como criaturas que têm vida espiritual no céu.

Relativo à sua ressurreição 1 Coríntios 15:37, 38, 42, 44 declara: “E, quando tu semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas um simples grão, como por exemplo de trigo ou de qualquer outra coisa. Porém Deus dá-lhe o corpo como lhe apraz; e a cada uma das sementes o seu próprio corpo. Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se corruptível, ressuscitará incorruptível. É semeado um corpo animal, ressuscitará um corpo espiritual.” (Soares) Serão daí em diante para todo o sempre almas espirituais, revestidas da imortalidade e incorrupção. São eles de quem se escreve: “A trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis; e nós seremos mudados. Porque importa que este corruptível se revista da incorruptibilidade, e que este mortal se revista da imortalidade.” (1 Cor. 15:52, 53) Isto se aplica ao apóstolo Pedro, também. Até ele tem de ser solto de atrás das portas do inferno por Jesus usar as “chaves”.

NÃO HÁ FOGO LÁ!

O que tratam os clérigos de pôr no inferno, e por quê?

Não tema! Não há fogo em parte alguma do Seol, Hades ou inferno que a pura Palavra de Deus ensinasse. A fim de amedrontar os ignorantes para que entrassem nos seus sistemas religiosos e se submetessem à sua hierarquia religiosa, os clérigos da Cristandade trataram de introduzir fogo no Seol, Hades ou inferno. Fazem isto traduzindo ainda outra palavra diferente por inferno, a saber, a palavra grega Geena. A verdade é que, pela única palavra inferno traduziram três palavras Adeus jamais aplicaram a esse lugar gregas diferentes, Hades, Geena e Tártaros. Desse modo deixam os ignorantes imaginar que as três palavras têm o mesmo sentido ou estão no mesmo lugar. Somos honestos com os nossos leitores ao dizermos que todas as três se aplicam a coisas diferentes. “Tártaro” ocorre uma só vez na Escritura, em 2 Pedro 2:4, e não se aplica às criaturas humanas, senão aos anjos que pecaram. Não se relaciona com Seol ou Hades. No tocante à Geena, houve um lugar chamado por esse nome fora dos muros de Jerusalém, ao sudoeste. Houve fogos lá, sim, mas os judeus jamais aplicaram a esse lugar o nome de Seol ou Hades. No seu sermão do monte Jesus, conforme traduzido pelo Dr. F. A. Spencer, católico romano (1937), disse: “Pois diga-vos que todo aquele que se irar contra seu irmão, será condenado em juízo, e o que chamar a seu irmão, “Idiota“ será condenado no Conselho Supremo; e o que lhe chamar, ‘Malvado’ ser condenado à Geena de fogo.” —Mat. 5:22.

Que veio a significar a Geena e por quê?

A nota marginal de Spencer neste versículo reza: “No hebraico, Ge-hinnom, o Vale de Hinnom. Foi nesse vale ao sul de Jerusalém que, durante o reinado dos reis ímpios, adoravam o deus pagão Moloc. Durante as reformas instituídas por Josias esta adoração idólatra foi abolida e o vale dessagrada para sempre. Os judeus daí em diante o usavam como depósito de toda a espécie de imundícias e cadáveres de animais e criminosos. Para evitar infecção, sempre se mantinham lá fogos acesos, e o lugar se tornou tipo do estado de castigo dos perdidos.” Até a nota marginal sobre “Geena” na tradução da Confraternidade Católica de 1941 nos informa que não depositaram criminosos vivos nessa Geena para serem torturados no fogo e enxofre nela; mas era o lugar “onde queimaram os cadáveres dos criminosos após a execução da sentença.” Foram lançados nesse vale para serem consumidos ou pelos gusanos ou pelos fogos de enxofre, porque se considerava que eram muito vis para terem uma ressurreição da morte. Em consequência disto, não foram enterrados num sepulcro para assim não irem ao Seol, Hades, inferno ou sepultura comum da humanidade. Deste ponto de vista a Geena se tornou símbolo da destruição absoluta, a aniquilação.

Como mostrou Jesus que não há vida na Geena e que devemos temer a Deus?

Na Geena não há vida de almas, e consequentemente nenhuma tortura de almas humanas após a morte. Jesus demonstrou isto mui lucidamente. Ao dizer a seus apóstolos que pregassem o evangelho com ousadia como se fosse dos eirados, ele disse: “E não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma; mas temei antes aquele que pode destruir tanto a alma como o corpo na Geena.” (Mat. 13:28) Matando o corpo humano os nossos inimigos podem fazer-nos ir ao Seol, Hades ou inferno; mas com isso não podem destruir a nossa alma. Claro, por tal ato podem fazer cessar a nossa alma ou existência consciente por certo tempo. Mas isso não quer dizer destruí-la para sempre. Por que não? Porque Deus prometeu ressuscitar do Seol ou Hades aqueles que são fiéis para com ele. Fará isso debaixo do reino de Cristo; e quando ele se servir de Jesus para ressuscitar seus fiéis seguidores, revesti-los-á da imortalidade no domínio espiritual. Por quê, então, temeríamos o poder dos inimigos de nos matarem com a permissão de Deus para provarmos a nossa fidelidade a ele? Antes de os temermos, devemos temer a ele. Por quê? Porque Deus pode destruir tanto nossa alma como nosso corpo na Geena, a qual significa o estado de destruição do qual não há ressurreição da alma.

De que modo pode Deus lançar na Geena, e o que quer dizer isto?

Semelhantemente Jesus disse: “E a vós que sois Meus amigos digo, não tenhais medo daqueles que matam o corpo, e depois nada mais podem fazer. Mas eu vos avisarei a quem haveis de temer: temei Aquele que, depois de matar, tem poder de lançar na Geena; sim, digo-vos, temei a Este!” (Luc. 12:4, 5) Vemos que nem papa, cardeal, clérigo, político ou oficial militar nos podem lançar na Geena por obedecermos as ordens de Deus, porque a extinção que esses homens tratam de nos causar o Deus Todo-poderoso sempre pode anular, ressuscitando-nos dos mortos por Cristo Jesus o Rei. Eis por que devemos temer a Jeová Deus e não lhe desobedecer ainda que as ordens e mandamentos dos homens entrem em conflito com Seus Mandamentos. Não que a Geena em que ele nos pode lançar quer dizer tormento eterno de fogo e enxofre literal, o que seria impossível porque nossas almas humanas não são imortais. Mas lançar-nos ele na Geena depois de mortos nosso corpo e alma significaria lançar-nos no estado condenado do qual não há ressurreição da alma no novo mundo.

Isto significaria a destruição absoluta da alma ou existência da criatura. Significaria a extirpação eterna de toda a vida qual alma em qualquer lugar. Este é o “suplício eterno” do qual Jesus falou na parábola das ovelhas e dos cabritos. Ali o simbolizou por “fogo eterno, que foi preparado para o demónio e para seus anjos”. É o oposto da “vida eterna” na qual as ovelhas justas entrarão no novo mundo debaixo do reino de Cristo. (Mat. 25:41, 45) Certamente, então, aquele a quem se deve temer é Jeová Deus, que controla a ressurreição das almas, e que, portanto, pode infligir suplício eterno.

O que pode inflamar a língua? De que modo? Com que objetivo?

Já que os tradutores vertem as palavras mínimas Seol e Hades por “inferno”, é erro crasso usarem as expressões “fogo do inferno” e “inferno de fogo”, como em Mateus 5:22 e 18:9, Marcos 9:47, e Tiago 3:6. Não há fogo no Seol ou Hades. Por amor da verdade as traduções deviam corretamente rezar “a Geena de fogo”, e Tiago 3:6 devia rezar: “E a língua é um fogo, . . . e é inflamada pela Geena.” Isto não significa que as nossas línguas indomáveis são fogo literal e são inflamadas pela Geena literal que ficava acesa fora de Jerusalém nos dias de Tiago. O sentido correto é que a língua pode fazer e iniciar bastante conversa prejudicial tão destrutiva como uma conflagração e que tal uso impróprio da língua pode acarretar ao que a emprega a destruição eterna representada pela Geena. Eis por que Tiago admoestou que é grande responsabilidade para um homem ser mestre nas coisas espirituais, porque é responsável a Deus e deve aos seus ouvintes ensinar-lhes a verdade. Quando pensamos, portanto, nos clérigos religiosos da Cristandade e seu desvirtuamento das Escrituras sobre Hades, Seol, Geena, e alma, e outras doutrinas, há genuíno motivo de temer por eles. Jesus disse à parte correspondente antiga deles, os escribas e fariseus hipócritas: “Serpentes! raça de víboras! como escapareis do juízo da Geena?” (Mat. 23:33) Não temamos tais homens que procuram instilar medo por meio de mentiras vis que desonram a Deus. Temamos o Deus da verdade, aprendendo a conhecê-lo segundo a verdade.

A DESTRUIÇÃO DO HADES

Como será destruído o inferno, e o que garante?

Soará estranho e prepóstero à maioria dos religionistas, mas o propósito de Deus por Cristo é destruir o Seol, Hades ou inferno. Há dezenove séculos quando ressuscitou a Jesus dos mortos, isso foi o início dessa destruição por parte dele. Como? Porque não deixou a alma de Jesus no inferno; e o apóstolo Paulo nos diz que a ressurreição de Jesus é garantia da ressurreição de todos os demais que estão nas sepulturas, isto é, no Seol ou Hades. “Mas agora Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. Pois desde que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Pois assim como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos serão vivificados.” Em aditamento a isto Jesus disse: “Vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos, ouvirão a sua voz e sairão: . . . para a ressurreição.” (João 5:28, 29) De modo que o inferno, Hades ou Seol será destruído por esvaziá-lo de todos os que nele estão. Também é destruído porque Jesus Cristo depôs a sua vida em sacrifício para cancelar aquilo que conduz os homens à morte e à sepultura, a saber, o pecado herdado de Adão. O último livro da Bíblia, a Revelação ou Apocalipse, descreve simbolicamente a maneira em que isto sucederá debaixo do reino de Deus por Cristo Jesus. Ali lemos:

Como representa Apocalipse 20:11-15 a sua destruição?

“E vi um grande trono branco e aquele que estava assentado sobre ele: de cuja vista fugiu a terra e o céu, e não foi achado mais lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, estar de pé diante do trono, e foram abertos rolos. E foi aberto outro rolo, que é o livro da vida; e foram julgados os mortos pelas coisas que estavam escritas nos rolos, segundo as suas obras. E o mar deu os mortos que estavam nele, e a morte e o inferno deram os mortos que estavam neles; e foram julgados cada um deles, segundo as suas obras. E o inferno e a morte foram lançados no tanque de fogo. Esta é a segunda morte, o tanque de fogo. E se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no tanque de fogo.” —Apo. 20:11-15

O que não é o inferno, conforme isto prova, e o que ele entrega?

Compete-nos ficar despertos e observar que aqui se mostra que o inferno ou Hades não é o “tanque de fogo.” Que o inferno ou Hades neste texto é o mesmo que o Seol hebraico prova-se-nos pela tradução de Etheridge da Versão Siríaca do mesmo texto, que reza: “E o mar deu os mortos que nele havia, e a morte e o Seol deram os mortos que neles havia. E foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o SEOL foram lançados no lago de fogo, que é a segunda morte.” (Apo. 20:13, 14) São pessoas mortas, não vivas, que são entregues, o que mostra que aqueles que estão no Hades ou Seol estão inconscientes, inativos, sem vida, e não imortais. Que o Hades ou Seol em que estiveram e que os da é a sepultura nos é revelado pela tradução moderna católica romana de Spencer, que reza: “E o mar deu os mortos que nele havia, e a Morte e o Sepulcro deram os mortos que neles havia, e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a Morte e o Sepulcro foram lançados no Lago de Fogo. Esta é a segunda morte —o Lago de Fogo.” —Apo. 20:13, 14,

Que perguntas suscita o lançamento do inferno no tanque de fogo?

Talvez seja porque gostaria de transferir o sentido tradicional do inferno ao “lago de fogo” que este clérigo católico romano aqui traduz Hades “O Sepulcro”. Mas se Seol ou Hades significa o que os clérigos da Cristandade amedrontam as pessoas a imaginar que é, a saber, um lugar de tormento horrível em fogo e enxofre literais, então perguntamos, Que motivo há para lançar tal lugar de fogo e enxofre no “lago de fogo”? Que se consegue com isto? Ah! mas alguém pode objetar, esquece-se que o Seol, Hades ou inferno está dividido em duas regiões, a saber, o paraíso ou lugar de descanso para os justos, e a Geena ou lugar de castigo para os ímpios.c Todavia, replicamos que não esquecemos esta interpretação falsa do que é o Hades ou Seol escriturário. Por causa dela os religionistas tropeçam. Não só alegam que o lugar está dividido em duas secções, mas que quando Jesus Cristo ascendeu ao céu, quarenta dias após ser ressuscitado, ele conduziu para lá aqueles que estavam nesse Paraíso religioso e que o Paraíso está agora na presença de Deus. De modo que, se isto fosse o caso, então quando ocorresse a ressurreição e juízo descritos em Apocalipse 20:11-15, não haveria mais paraíso no Seol ou Hades, senão somente o lugar ardente religioso de tormento. Daí, o lançamento do Hades no lago de fogo ainda seria o lançamento dum lugar de fogo noutro. Expliquem os religionistas o sentido disto e o que quer dizer.

O que significa lançar o inferno no tanque? Como se faz isso?

Segundo as Escrituras inspiradas O lançamento do Hades ou Seol no “tanque de fogo” significa a destruição do inferno. O apóstolo João explica que o “tanque de fogo” não significa um lago literal de fogo, mas diz: “Esta é a segunda morte —o Lago de Fogo.” Portanto o lançamento de alguma coisa nele quer dizer a morte ou destruição de tal coisa. O lançamento do Hades nele consequentemente significa a destruição do Hades ou inferno. Faz-se isto destruindo o que o inferno significa, e isto é, a sepultura. Quando todos os que estão nos túmulos ouvirem a voz do Filho do homem, Cristo Jesus o Rei, e saírem numa ressurreição, esse milagre esvaziará todos os túmulos. Não haverá mais sepultura, nem inferno, da mesma forma que remover os cadáveres dum cemitério e usar o solo para outros fins destruiria o cemitério. Cristo Jesus efetuará isto algum tempo antes do fim do seu reinado de mil anos, porque todos os que são ressuscitados à oportunidade para a vida eterna na terra devem ter a oportunidade dum julgamento e então ser finalmente julgados no fim derradeiro dos mil anos.

De que modo será também lançada a morte no tanque de fogo?

O teste da sua devoção à justiça ou ao pecado deliberado será feito por Satanás e seus demônios serem soltos do abismo de restrição por um pouco de tempo para servirem como tentadores. Aqueles do gênero humano que resistirem a Satanás e prestarem fidelidade inquebrantável ao Rei de Jeová e ao Governo teocrático será dada a vida eterna na terra paradísica. Os que cedem a Satanás e aos seus demônios e que são julgados indignos da vida eterna serão lançados outra vez, não, não no Hades, Seol ou inferno. Não, porque naquela época esse lugar terá sido destruído e jamais se encherá de novo. O juízo divino diz: “E se alguém não se achou inscrito no Livro da Vida, foi lançado no Lago de Fogo.” (Apo. 20:15) Desde que o lago de fogo simboliza a segunda morte, isto quer dizer que esses que não se acham inscritos são destruídos corpo e alma, na Geena, na destruição eterna. A sua morte é a “segunda morte”, e não a morte que herdaram de Adão. A morte adâmica não mais encherá o Hades ou Seol mas terá sido exterminada, porque o Rei terá cancelado todo o pecado herdado. Ele terá levantado todos os que ganham a vida eterna da condição pecaminosa e morredouro que herdaram de Adão. Desse modo a morte, também, será ‘lançada no Lago de Fogo’ e cessará de existir. “Porque é necessário que ele reine até que Ele ponha todos os Seus inimigos debaixo de Seus pés. O último inimigo a ser abolido é a Morte.” “E não haverá mais morte, nem luto, nem clamor, nem mais dor, porque as primeiras coisas passaram.”—1 Cor. 15:25, Apo. 21:4