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a intolerância religiosa no mundo
a intolerância religiosa no mundo

Quando o preconceito encontra quem se cala. Respeitar a fé do próximo é um dever de todos. Mas por que alguns ainda toleram a discriminação religiosa?


A intolerância religiosa é uma realidade que continua presente em nossa sociedade. Ela aparece de diferentes maneiras: em comentários preconceituosos, zombarias, perseguições, exclusão social e até mesmo na tentativa de impedir que alguém exerça livremente sua fé.

Entre aqueles que defendem o direito de cada pessoa escolher suas crenças estão os servos de Jeová. Por seguirem os ensinamentos bíblicos, procuram tratar pessoas de todas as religiões com respeito, sem impor suas convicções e sem recorrer à hostilidade contra quem pensa diferente.

Mas existe uma questão que merece reflexão: o que dizer daqueles que não praticam diretamente a intolerância religiosa, mas fecham os olhos quando ela acontece?
A intolerância não deixa de ser injustiça quando é tolerada
Muitas vezes, uma pessoa não participa de uma perseguição, não faz comentários ofensivos e não discrimina diretamente alguém por sua religião. Entretanto, quando presencia esse tipo de comportamento e considera tudo normal, acaba contribuindo para que o preconceito continue.

O silêncio diante da injustiça pode transmitir a impressão de que a discriminação é aceitável.

A liberdade religiosa não deve ser um privilégio concedido apenas às religiões mais populares ou àquelas com as quais temos afinidade. Ela precisa ser respeitada igualmente, inclusive quando se trata de crenças diferentes das nossas.
Os servos de Jeová não promovem a intolerância
As Testemunhas de Jeová procuram seguir o exemplo de Jesus Cristo, que tratava as pessoas com dignidade, independentemente de sua origem ou posição religiosa.

Jesus ensinou:

“Todas as coisas que querem que os homens façam a vocês, façam também a eles.” — Mateus 7:12.

Esse princípio estabelece uma regra simples, mas poderosa: não devemos desejar para os outros aquilo que não gostaríamos que fizessem conosco.

Assim, os servos de Jeová não precisam concordar com todas as crenças para respeitar o direito de outras pessoas de professá-las.

Também não participam de movimentos de hostilidade religiosa, perseguição ou violência contra pessoas de outras convicções.

Defender as próprias crenças não significa desrespeitar as crenças alheias.
E quando a intolerância vem de quem deveria defender a liberdade?
É especialmente preocupante quando pessoas, instituições ou grupos que dizem defender a liberdade e a justiça toleram atitudes discriminatórias contra uma determinada religião.

A liberdade religiosa não pode ser defendida seletivamente.

Não é coerente exigir respeito para a própria crença e negar esse mesmo respeito aos outros.

Se uma pessoa tem o direito de professar sua religião, outra também deve ter esse direito, mesmo que suas convicções sejam completamente diferentes.

A verdadeira tolerância não consiste apenas em aceitar aqueles que concordam conosco. Ela se revela principalmente na maneira como tratamos aqueles de quem discordamos.
Uma reflexão necessária
Antes de julgar alguém por sua religião, vale a pena fazer algumas perguntas:
- Estou respeitando o direito dessa pessoa de acreditar no que considera verdadeiro?
- Estou contribuindo para combater o preconceito ou ajudando a espalhá-lo?
- Se minha religião fosse alvo de discriminação, eu consideraria essa atitude aceitável?
- Minha defesa da liberdade religiosa vale para todos ou somente para aqueles que pensam como eu?
Essas perguntas podem ajudar cada um de nós a examinar nossas próprias atitudes.
Conclusão: a liberdade religiosa precisa valer para todos
Os servos de Jeová não precisam praticar a intolerância para defender suas convicções. Podem permanecer firmes em sua fé e, ao mesmo tempo, tratar todas as pessoas com dignidade.

O respeito não exige que todos pensem da mesma maneira. Exige apenas que reconheçamos que ninguém deve ser humilhado, perseguido ou discriminado por causa de sua religião.

A intolerância religiosa é injusta quando praticada, mas também merece ser questionada quando é silenciosamente tolerada.

Afinal, uma sociedade verdadeiramente livre não é aquela em que todos acreditam na mesma coisa, mas aquela em que todos podem exercer sua fé sem medo de sofrer discriminação.

Os servos de Jeová não promovem a perseguição religiosa. Defendem suas convicções, mas reconhecem o direito de outras pessoas pensarem de maneira diferente.

Leia esta reflexão sobre preconceito, liberdade religiosa e o silêncio daqueles que toleram a discriminação.

O respeito religioso precisa valer para todos!