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não retribua a ninguém mal por mal
não retribua a ninguém mal por mal

 

Ao lermos nestes dias as notícias nos jornais, não é difícil de se chegar à conclusão de que os homens são amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, pretensiosos, soberbos, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, desleais, sem afeição natural, não dispostos a acordos, caluniadores, sem autodomínio, ferozes, sem amor à bondade, traidores, teimosos, enfunados de orgulho, mais amantes de prazeres do que amantes de Deus, tendo uma forma de devoção piedosa, mostrando-se, porém, falsos para com o seu poder. Parece haver muitos homens iníquos que vão de mal a pior. Quando faz tal avaliação realística das condições mundiais não está sendo negativo na sua maneira de pensar, mas, antes, encara os fatos dos nossos dias. Talvez se surpreenda de saber que não é o primeiro a fazer tal avaliação. Um homem que viveu quase 2.000 anos antes dos tempos atuais foi inspirado por Jeová Deus a escrever profeticamente a respeito dos dias em que vivemos. Este homem, o apóstolo Paulo, chamou os dias atuais de últimos dias e disse: “Sabe, porém, isto, que nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar”, e daí passou a descrever as atitudes e as ações das pessoas nos dias atuais, usando as palavras mencionadas há pouco. — 2 Tim. 3:1-5, 13.

Houve alguma vez um tempo, na história, em que a maldade do homem foi tão grande na terra? Sim; a história do homem relata, em Gênesis 6:5, 11 e 12: “Por conseguinte, Jeová viu que a maldade do homem era abundante na terra e que toda inclinação dos pensamentos do seu coração era só má, todo o tempo. E a terra veio a estar arruinada à vista do verdadeiro Deus, e a terra ficou cheia de violência. Deus viu, pois, a terra e eis que estava arruinada, porque toda a carne havia arruinado seu caminho na terra.” É consolador observar que o Deus Todo-poderoso, Jeová, não deixou toda esta maldade passar despercebida, mas interveio, agindo e livrando a terra de tal malvadez. Esta e outras declarações na Bíblia consolam os que odeiam a maldade, pois provam que Deus toma ação em tais tempos maus. Para nós, os que vivemos agora, estes tempos críticos são uma das evidências da presença de Cristo Jesus, regendo como rei celestial no meio dos seus inimigos. Quando estava na terra, Jesus profetizou, em Mateus 24:37-39: “Pois assim como eram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do homem. Porque assim como eles eram naqueles dias antes do dilúvio, comendo e bebendo, os homens casando-se e as mulheres sendo dadas em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não fizeram caso, até que veio o dilúvio e os varreu a todos, assim será a presença do Filho do homem.” Jesus disse também: “Deveras, eu vos digo que esta geração de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram.” Portanto, visto que o fim deste sistema iníquo de coisas está próximo, podemos compreender por que o apóstolo Paulo chamou os dias atuais de últimos dias. — Sal. 110:1, 2.

Em vista da prevalência das condições mencionadas pelo apóstolo Paulo e seu progresso de mal a pior, existem muitas influências malignas na terra, com grande sofrimento para o povo. Praticam-se muitas injustiças, e causa-se grande prejuízo ou dano a muitas pessoas. Nesta atribulada era de violência, as pessoas reagem de modo diverso, segundo os seus sentimentos e o seu conhecimento. Continua a haver guerras, greves, protestos, distúrbios, demonstrações e esforços de retaliação por causa de maus tratos reais ou imaginados. Também o nacionalismo causa muitas dificuldades. Alguns homens se ajuntam com o fim de praticar violência. Outros procuram organizar os meios para remodelar este sistema de coisas. Cada pessoa se vê confrontada com a decisão de como deve reagir e que proceder deve adotar.

Não há dúvida de que os eventos a respeito dos quais ouvimos falar ou que se dão com nós mesmos podem causar indignação, mas aquele que é realmente cristão precisa tomar em consideração que os verdadeiros cristãos estão no mundo, mas não fazem parte dele, nem são iguais a ele. (João 15:17-16:4) A reação do cristão é dar ainda mais séria consideração às Escrituras, observar o desenrolar dos eventos mundiais em harmonia com as profecias bíblicas registradas há séculos, e, ao mesmo tempo, não se deixar desviar de seguir o proceder e a obra que os verdadeiros cristãos estão destinados a executar neste tempo específico. Ajuda-nos a manter o equilíbrio quando nos lembramos do exemplo de Cristo Jesus, que viu muita coisa errada e muitos males no sistema de coisas, até mesmo inclusive a decapitação injusta do homem bom João Batista, mas ele não procurou reformar o mundo dos seus dias. Fez a obra que Deus o mandou fazer. Continuou a pregar a mensagem do Reino. — João 9:4.

Jesus praticava o que pregava. Um dos primeiros ensinos registrados no sermão do monte apresenta boas razões por que os filhos de Deus mostram ter amor até mesmo para com os seus inimigos. “Ouvistes que se disse: ‘Tens de amar o teu próximo e odiar o teu inimigo.’ No entanto, eu vos digo: Continuai a amar os vossos inimigos e a orar pelos que vos perseguem; para que mostreis ser filhos de vosso Pai, que está nos céus, visto que ele faz o seu sol levantar-se sobre iníquos e sobre bons, e faz chover sobre justos e sobre injustos. Pois, se amardes aos que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem também a mesma coisa os cobradores de impostos? E, se cumprimentardes somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem também a mesma coisa as pessoas das nações? Concordemente, tendes de ser perfeitos, assim como o vosso Pai celestial é perfeito.” (Mat. 5:43-48) É óbvio que fazer isso exige muito pensamento maduro e autodomínio, além de longanimidade, mas pode ser conseguido com a ajuda do espírito de Deus; de fato, conforme o apóstolo Paulo declarou em Gálatas, capítulo 5, o autodomínio e a longanimidade são frutos do espírito de Deus.

Cristo Jesus possuía a capacidade de pensar calmamente e de dominar as suas ações; mesmo quando estava sendo pessoalmente ultrajado e perseguido, não revidava. Quando ia ser injustamente preso e um dos que estavam com Jesus decepou a orelha do escravo do sumo sacerdote, “Jesus disse-lhe então: ‘Devolve a espada ao seu lugar, pois todos os que tomarem a espada, perecerão pela espada. Ou pensas que não posso apelar para meu Pai, para fornecer-me neste momento mais de doze legiões de anjos?’” (Mat. 26:52, 53) Portanto, embora tivesse a oportunidade de pedir o auxílio de pelo menos 60.000 anjos, continuou a exercer autodomínio.

Mais tarde, depois de ter sofrido muita humilhação e dor, quando estava morrendo na estaca de tortura, Jesus não demonstrou ter ódio. “Mas Jesus estava dizendo: ‘Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo.’ Outrossim, para distribuírem as roupas dele, lançaram sortes. E o povo parava, olhando. Mas os governantes escarneciam, dizendo: ‘A outros ele salvou; salve-se a si mesmo, se este é o Cristo de Deus, o Escolhido.’ Até mesmo os soldados se divertiam às custas dele, chegando-se perto e oferecendo-lhe vinho acre, e dizendo: ‘Se tu és o rei dos judeus, salva-te.’ Havia também uma inscrição por cima dele: ‘Este é o rei dos judeus.’ Mas, um dos malfeitores pendurados começou a dizer-lhe de modo ultrajante: ‘Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós.’ Em resposta, o outro o censurou e disse: ‘Não temes absolutamente a Deus, agora que estás no mesmo juízo? E nós, deveras, com justiça, pois estamos recebendo plenamente o que merecemos pelas coisas que fizemos; mas este homem não fez nada fora de ordem.’ E ele prosseguiu a dizer: ‘Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino.’ E ele lhe disse: ‘Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso.’” — Luc. 23:34-43.

No mesmo capítulo em que Paulo escreveu a respeito dos últimos dias, ele disse a respeito dos cristãos: “De fato, todos os que desejarem viver com devoção piedosa em associação com Cristo Jesus também serão perseguidos.” (2 Tim. 3:12) Portanto, faz parte da vida do verdadeiro cristão ter algumas experiências pessoais com o vitupério e a perseguição ou o sofrimento, e é por isso que é tão importante que tomemos em consideração o exemplo de boa compreensão e de autodomínio de Jesus. Pedro nos diz: “De fato, fostes chamados para este proceder, porque até mesmo Cristo sofreu por vós, deixando-vos uma norma para seguirdes de perto os seus passos. Ele não cometeu pecado, nem se achou engano na sua boca. Quando estava sendo injuriado, não injuriava em revide. Quando sofria, não ameaçava, mas encomendava-se àquele que julga justamente.”