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Como o Deus de amor encara o divórcio
Como o Deus de amor encara o divórcio

 

Certo homem que por muitos anos servira como ancião numa congregação cristã passou a ter problemas no seu casamento. Ele cometeu adultério com uma mulher do mundo, pensando que sua esposa se divorciaria assim e o deixaria livre para se casar com uma concrente. Para a sua surpresa, sua esposa estava disposta a perdoar-lhe e a se reconciliar. Mas, estando decidido a ficar livre, ele se divorciou legalmente e se casou com outra mulher quando o divórcio foi homologado. Ao fazer isso, porém, foi desassociado da congregação cristã.

Quanto gostaríamos de poder dizer que tal proceder chocante foi único entre os que afirmam estar dedicados a Jeová! Mas, lamentável como é, isso não se dá. De fato, parece cada vez mais que alguns optam pelo prazer egoísta ou pela saída fácil duma situação marital infeliz, em vez de se apegarem aos princípios bíblicos e recorrerem a Jeová Deus em oração, consultando a sua Palavra e buscando a ajuda dos superintendentes da congregação. Espera-se que aquilo que é apresentado aqui induza todos os cristãos dedicados a fortalecerem sua mente neste assunto e induza aqueles que cogitam adotar tal proceder egoísta a reconsiderarem o assunto.

Embora tal tendência seja lamentável e deplorável, realmente não nos deve surpreender, em vista de tudo o que hoje vemos no mundo. Não há dúvida de que mais casais estão obtendo divórcio. Em países tais como os Estados Unidos e a Rússia, um em cada três casamentos acaba em divórcio, e em alguns países a proporção é de quase um em cada dois. Alguns estados têm divórcios do tipo “sem culpa”, o que, sem dúvida, desempenha um papel no aumento dos divórcios. De fato, o número dos divórcios seria muito maior, se não fosse cada vez mais comum homens e mulheres conviverem sem o benefício do casamento. Por exemplo, os relatórios revelam que só no Brasil há mais de quatro milhões de casais que vivem assim.

COMO JEOVÁ ENCARA O DIVÓRCIO

Como encara Jeová o divórcio? Tolera-o assim como muitos clérigos da cristandade o fazem? Longe disso! Lemos em Malaquias 2:15, 16: “‘Vós tereis de guardar-vos quanto ao vosso espírito, e que nenhum de vós aja traiçoeiramente com a esposa da sua mocidade. Pois ele tem odiado o divórcio’, disse Jeová, o Deus de Israel; . . . ‘E tendes de guardar-vos quanto ao vosso espírito e não deveis agir traiçoeiramente.’” Jesus Cristo expressou um conceito similar. Quando os líderes religiosos dos seus dias lhe perguntaram sobre a legitimidade do divórcio, Jesus respondeu: “Não lestes que aquele que os criou desde o princípio os fez macho e fêmea, e disse: ‘Por esta razão deixará o homem seu pai e sua mãe, e se apegará à sua esposa, e os dois serão uma só carne’? De modo que não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus pôs sob o mesmo jugo, não o separe o homem.” — Mat. 19:4-6.

Ao receberem esta resposta, esses fariseus perguntaram: “Então, por que prescreveu Moisés que se desse um certificado de repúdio e que ela fosse divorciada?” Jesus respondeu: “Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos fez a concessão de vos divorciardes de vossas esposas, mas este não foi o caso desde o princípio. Eu vos digo que todo aquele que se divorciar de sua esposa, exceto em razão de fornicação, e se casar com outra, comete adultério.” (Mat. 19:7-9) O que nos dizem esses textos? Que nem Jeová Deus, nem seu Filho Jesus Cristo, encaram como pouco importante a violação das leis de Deus sobre o casamento e o divórcio. O divórcio separa o que Jeová Deus uniu. Ele encara o casamento como vínculo vitalício.

Este é o motivo pelo qual o sétimo dos Dez Mandamentos dizia: “Não deves cometer adultério.” (Êxo. 20:14) Além disso, a lei de Moisés exigia que os israelitas apedrejassem até a morte qualquer homem que cometesse adultério com a esposa de outro homem, e também a adúltera. (Lev. 20:10) O apóstolo Paulo adverte bem apropriadamente, em Hebreus 13:4, que Jeová Deus julgará os adúlteros e os fornicadores.

Falando-se estritamente, o adultério é muito mais sério do que a fornicação, que alguns lexicógrafos definem como relações sexuais entre pessoas não casadas. Mas o adultério tem o fator adicional da violação, do rompimento ou da adulteração dos laços maritais. Neste respeito, a palavra alemã para adultério é Ehebruch, que segundo a tradução literal significa rompimento do vínculo marital.

POR QUE ODEIA JEOVÁ O DIVÓRCIO?

Jeová Deus odeia o divórcio conseguido por motivos não-bíblicos porque, em primeiro lugar, é um pecado contra ele. Ele tem um interesse legítimo na instituição do casamento, de modo que tudo o que for contrário à sua vontade neste respeito é realmente um pecado contra Deus. Que o adultério é um pecado contra Deus pode ser visto no que José disse à esposa de Potifar, quando ela tentou seduzi-lo para ser partícipe no adultério: “Como poderia eu cometer esta grande maldade e realmente pecar contra Deus?” (Gên. 39:9) E o que disse o Rei Davi a Jeová ao expressar arrependimento pelo seu pecado de adultério com a esposa de Urias? “Pequei contra ti, somente contra ti, e fiz o que é mau aos teus olhos.” — Sal. 51:4.

Outro motivo pelo qual Jeová Deus odeia o divórcio é que ele está interessado na justiça, na conduta honesta. Por exemplo, em Tiago 5:1-6, sua Palavra condena fortemente os ricos que oprimem seus empregados. O divórcio (não baseado em motivos bíblicos) quase que invariavelmente significa agir traiçoeiramente com o cônjuge, assim como Deus declarou por meio de seu profeta Malaquias. Causa dano ao cônjuge inocente. Assim como Jeová Deus declarou repetidas vezes na lei mosaica, que ele defendia a causa dos órfãos e das viúvas oprimidos, e que puniria os que se aproveitassem deles, assim Jeová Deus julgará adversamente os que se aproveitam de saídas legais para se livrarem de seu cônjuge, a fim de se poderem casar com outra pessoa. — Deut. 10:17, 18; 27:19.

Na realidade, pode-se dizer que o adúltero torna-se hedonista. Hedonista? Sim, pois hedonista é aquele que vive primariamente para o prazer e a satisfação dos próprios desejos egoístas. Pode-se dizer que o fumante, embora saiba muito bem quão prejudicial é o fumo, é hedonista (Luc. 8:14; Tito 3:3, Kingdom Interlinear Translation) De modo que se pode dizer que aqueles que colocam os prazeres dum divórcio e dum novo casamento com outra pessoa à frente de sua obrigação de agradar a Jeová Deus são hedonistas. São realmente mais amantes dos prazeres do que amantes de Deus. — 2 Tim. 3:1, 2, 4.

Além de o adúltero divorcista estar pecando contra Jeová Deus e contra seu cônjuge, ele peca também contra a congregação com que se associa, porque o seu proceder macula o bom nome dela. Peca também contra as pessoas na congregação pelo seu mau exemplo. Neste respeito, aconteceu numa congregação da cidade de Nova Iorque que uma mulher de bastante destaque adotou este proceder errado, e pouco depois mais duas mulheres jovens afoitaram-se a seguir o exemplo dela. Foi com boa razão que o apóstolo Paulo advertiu contra alguém fazer outros tropeçar. — Fil. 1:9, 10.

A Bíblia torna claro o que Jeová Deus e Jesus Cristo acham do divórcio. Eles o odeiam! Mas o que pensa você sobre ele? Qual é seu conceito sobre a sagrada instituição do matrimônio? Adota o conceito de Deus sobre ele ou deixou-se influenciar pelo maldoso estragador do casamento, Satanás, o Diabo, assim como o mundo em geral? Tem você a tendência de fechar os olhos ao comportamento daqueles que violam as leis de Deus referentes ao casamento, ao adultério e ao divórcio? Está entre aqueles que brincam com a imoralidade sexual por namoricarem pessoas do sexo oposto? (Mat. 5:28; 15:19) Está protegendo seu coração nestes assuntos ou está inclinado a se entregar a fantasias agradáveis, ilícitas? — Pro. 4:23.

O divórcio e o adultério quase sempre vão de mãos dadas. Especialmente quando um dos cônjuges obtém um divórcio sem ser por motivo de adultério, há forte tentação de o inocente ficar ‘exposto ao adultério’. (Mat. 5:32) E não há dúvida de que o adultério de um dos cônjuges não o deixa com a consciência limpa perante Jeová Deus. Como poderia, se o ato foi concebido por fraude, assim como lemos: “Quanto ao olho do adúltero, ficou a espreita do crepúsculo vespertino, dizendo: ‘Nenhum olho me avistará!’ E põe uma cobertura sobre a sua face.” (Jó 24:15) Quão ardilosa o adultério torna a pessoa quando comete tal ato.

As palavras de Davi, no Salmo 36:1-4, ajudam-nos a ver o divórcio adúltero na luz correta: “A pronunciação de transgressão para o iníquo está no meio do seu coração; não há pavor de Deus diante dos seus olhos. Porque agiu de modo demasiadamente macio para consigo mesmo aos seus próprios olhos para descobrir seu erro, de modo a odiá-lo. As palavras da sua boca são coisa prejudicial e engano; cessou de ter perspicácia para fazer o bem. Continua a maquinar na sua cama o que é prejudicial. Posta-se num caminho que não é bom. Não rejeita o que é mau.” Quão bem esta descrição se ajusta àquele que se divorcia de modo adúltero!

Vez após vez tem acontecido que aqueles que cometeram adultério se divorciaram de seu cônjuge, e, depois de se terem casado de novo, foram desassociados, para então serem readmitidos após mais ou menos um ano. Evidentemente, os anciãos que trataram de tais casos basearam sua decisão no que a Palavra de Deus diz a respeito de mostrar misericórdia. É verdade que Jeová Deus é misericordioso, e os anciãos também o precisam ser. Mas, só se pode dizer ao homem e à mulher que planejaram astutamente tais ações, a fim de se casarem, que, embora os anciãos os tenham readmitido, isto de modo algum significa que o caso está encerrado. Os anciãos podem basear sua decisão apenas nas aparências de arrependimento, mas não podem esquadrinhar plenamente o coração. Não podendo julgar a motivação, talvez readmitam os dois que agora já estão casados. Mas, que o casal nunca se esqueça das palavras de Paulo, de que “Deus julgará os fornicadores e os adúlteros”. (Heb. 13:4) O julgamento final em todos esses casos está nas mãos de Jeová Deus, que conhece todas as circunstâncias. Ele esquadrinha os corações, assim como diz Jeremias 17:9, 10. Conhece a motivação e se apercebe de qualquer logro ou trama maliciosa por parte daqueles que violam a Sua lei sobre o casamento. Sim, “todas as coisas estão nuas e abertamente expostas aos olhos daquele com quem temos uma prestação de contas”. Esses textos certamente deviam fazer-nos parar e pensar. — Heb. 4:13.

Contudo, é preciso observar, neste respeito, que a lei de Deus não exige que o cônjuge inocente obtenha um divórcio. As circunstâncias talvez tornem próprio que o inocente perdoe ao culpado, especialmente se este for humilde e sinceramente penitente. É verdade que a infidelidade por parte de um dos cônjuges pode ser uma experiência bastante humilhante — que o cônjuge foi procurar prazer e satisfação em outra parte. Mas muitas esposas e mães amorosas estão suportando um marido egoísta e até mesmo infiel pela causa dos filhos.

MOTIVOS E SOLUÇÕES

Por que fracassam alguns na prova de manter a integridade pela sua fidelidade ao pacto conjugal? Sem dúvida, os motivos são numerosos. Seria uma das razões que as testemunhas cristãs de Jeová não temem o tormento eterno, sabendo que não há um lugar assim como um inferno de fogo? Um pastor luterano disse certa vez a um jovem das Testemunhas que, se ele não acreditasse num inferno de fogo, cometeria todo tipo de maldade. Sem dúvida, muitos na cristandade pensam do mesmo modo. Nós, como cristãos genuínos, estamos livres do temor do tormento eterno, mas não queremos usar “esta liberdade como induzimento para a carne”, não é verdade? — Gál. 5:13.

Hoje em dia, o mundo ficou louco pelo sexo. A promiscuidade é a ordem do dia. Não há dúvida de que há um aumento do que é contra a lei. (Mat. 24:12) O cristão, ou a cristã, fica exposto à tentação no seu lugar de trabalho, rodeado por pessoas que não são governadas pelos princípios bíblicos e que talvez pareçam atraentes. De modo que é preciso continuamente estar de guarda, exercer autodomínio e manter os contatos com os do sexo oposto, exceto com o cônjuge, numa forma impessoal. Também é preciso prevenir-se contra os veículos de comunicação: jornais, revistas, televisão e filmes. Não convide virtualmente, por meio da televisão, os fornicadores, os adúlteros e outros assim ao seu lar. Tampouco devemos desperceber que os excessos de alimentos suculentos e de bebidas alcoólicas podem fazer com que o cristão, especialmente um irmão, fique mais facilmente estimulado. Pratique o autodomínio em todos os aspectos da vida! “Odiai o que é mau.” “Abominai o que é iníquo.” — Sal. 97:10; Rom. 12:9.

Por outro lado, pode ser que alguns cônjuges não tenham usado o melhor critério na escolha um do outro. Talvez descubram que não são tão compatíveis como gostariam de ser ou talvez fiquem desapontados com os aspectos mais íntimos do casamento. Neste caso, é uma questão de fazer o melhor nas circunstâncias, honrando e vindicando assim o arranjo de Jeová. A Bíblia fala com aprovação sobre aquele que “jurou concernente àquilo que é mau para ele próprio, e ainda assim nada modifica”. (Sal. 15:4) Em termos simples, é uma questão de aceitar o amargo junto com o doce. Isto faz lembrar um ancião que era bem conhecido e querido por muitos de seus irmãos e irmãs. Ele se havia casado antes de se tornar Testemunha, e sua esposa incrédula fazia tudo o que podia para tornar-lhe a vida difícil. Certa vez, quando perguntado sobre isso, ele respondeu: “Ela fez de mim um homem.” Para continuar a suportá-la, ele teve de aprender a ser longânime e a exercer muito autodomínio. E tinha a satisfação de saber que estava acatando o conselho do apóstolo Paulo. — 1 Cor. 7:12-16.

Contudo, às vezes parece que o divórcio por motivo de adultério poderia ter sido evitado, se o cônjuge “inocente” tivesse demonstrado mais empatia, sabedoria, afeto e compreensão. A esposa talvez passe a pensar cada vez menos em agradar a seu marido em sentido físico, mental, emocional, estético e espiritual, fazendo assim com que ele procure em outra parte a satisfação de um ou mais desses aspectos. De modo que a relutância da parte da esposa quanto a conceder-lhe os direitos conjugais induziram certo ministro de tempo integral a procurar a satisfação com a irmã dela. Naturalmente, não importa quanto a esposa possa errar neste respeito, não há absolutamente nenhuma justificativa para o adultério por parte do marido.

Certamente, é com bom motivo que o Deus de amor odeia o divórcio. O divórcio traiçoeiro é pecado contra Deus, contra o próprio cônjuge, contra a congregação cristã com que a pessoa se associa e contra os outros dentro dela, visto que tal ação pode contribuir para que alguns tropecem. Mas quão bom é que as Testemunhas de Jeová em geral, não são pessoas inclinadas ao divórcio! São conhecidas como pessoas que se esforçam seriamente a aplicar o conselho de Deus sobre o casamento. Isto as torna pessoas mais felizes. E seus casamentos fortes e felizes são muitas vezes notados pelos outros atraindo alguns à verdade.