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O dia que “arde como fornalha”
O dia que “arde como fornalha”


“Eis que vem o dia que arde como fornalha.” — MALAQUIAS 4:1.

ESTES últimos dias, felizes são aqueles cujo nome Jeová decide escrever no seu livro de recordações. Mas, que dizer daqueles que não se habilitam para este privilégio? Quer sejam governantes, quer apenas pessoas comuns, o que lhes acontecerá se tratarem com desprezo os proclamadores do Reino de Deus e sua mensagem? Malaquias fala dum dia de ajuste de contas. Lemos no capítulo 4, versículo 1: “‘Pois, eis que vem o dia que arde como fornalha, e todos os presunçosos e todos os que praticam a iniqüidade terão de tornar-se como restolho. E o dia que virá certamente os devorará’, disse Jeová dos exércitos, ‘de modo que não lhes deixará nem raiz nem galho’.”

Também outros profetas comparam o julgamento das nações feito por Jeová com o calor abrasador duma fornalha. Quão aptamente Ezequiel 22:19-22 se aplica ao julgamento, por Deus, das seitas da cristandade apóstata! O texto reza: “Assim disse o Soberano Senhor Jeová: ‘Visto que todos vós vos tornastes como muita escória, portanto, eis que vos reúno . . . Assim como se reúne prata, e cobre, e ferro, e chumbo, e estanho no meio do forno de fundição, para soprar sobre ele com fogo para que seja fundido, assim os reunirei na minha ira e no meu furor, e vou soprar e fazer que sejais fundidos. E vou reunir-vos e soprar sobre vós com o fogo da minha fúria, e tereis de ser fundidos no meio dela. Assim como se funde prata dentro de um forno de fundição, assim vós sereis fundidos no meio dela; e tereis de saber que eu mesmo, Jeová, derramei sobre vós o meu furor.’”

Deveras uma impressionante ilustração! Os clérigos que se têm escusado a usar o nome de Jeová, até mesmo blasfemando este santo nome, terão de enfrentar este dia de ajuste de contas. Eles afirmam presunçosamente que serão eles e seus aliados políticos que estabelecerão o Reino de Deus na terra, ou que pelo menos transformarão a terra num lugar apropriado para o Reino.

A cristandade apóstata juntou-se a governantes políticos em travar guerras terríveis. A História registra as Cruzadas dos tempos medievais, as conversões forçadas da Inquisição Espanhola, a Guerra dos Trinta Anos que dizimou a Europa no século 17, e a Guerra Civil Espanhola da década de 1930, travada para tornar a Espanha segura para o catolicismo. O maior derramamento de sangue ocorreu nas duas guerras mundiais de nosso século, quando católicos e protestantes se empenharam numa matança irrestrita, indiscriminada, de concrentes, bem como dos de outras religiões. Mais recentemente, tem havido lutas assassinas entre católicos e protestantes na Irlanda, entre facções religiosas na Índia e entre grupos religiosos da antiga Iugoslávia. As páginas da história religiosa também estão manchadas de sangue pelo martírio de milhares de testemunhas fiéis de Jeová. — Revelação (Apocalipse) 6:9, 10.

Não podemos deixar de reconhecer a justiça de Jeová em executar em breve Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, junto com seus apoiadores. Esta execução é descrita em Revelação 18:21, 24: “Um anjo forte levantou uma pedra semelhante a uma grande mó e lançou-a no mar, dizendo: ‘Assim, com um lance rápido, Babilônia, a grande cidade, será lançada para baixo, e ela nunca mais será achada. Sim, nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.’”

Com o tempo, todos os inimigos da justiça, e aqueles que os apóiam, “terão de tornar-se como restolho”. O dia de Jeová arderá entre eles como uma fornalha. “Não lhes deixará nem raiz nem galho.” Naquele dia de ajuste de contas, as crianças pequenas, ou galhos, serão tratadas com justiça segundo a avaliação que Jeová faz das suas raízes, seus pais, que detêm a guarda desses filhos. Os pais iníquos não terão posteridade para perpetuar seu proceder iníquo. Mas aqueles que exercem fé na promessa de Deus, de estabelecer o Reino, não serão abalados. Por isso, Hebreus 12:28, 29, exorta: “Continuemos a ter benignidade imerecida, por intermédio da qual podemos prestar a Deus serviço sagrado aceitável, com temor piedoso e com espanto reverente. Porque o nosso Deus é também um fogo consumidor.”

Será Jeová um deus cruel?

Significa isso que Jeová é um Deus cruel e vingativo? Longe disso! O apóstolo declara uma verdade fundamental em 1 João 4:8: “Deus é amor.” Daí, no versículo 16 , ele dá mais ênfase: “Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em união com Deus, e Deus permanece em união com ele.” É por causa do seu amor à humanidade que Jeová tem o propósito de eliminar da terra toda a iniqüidade. Nosso amoroso e misericordioso Deus declara: “Assim como vivo, . . . não me agrado na morte do iníquo, mas em que o iníquo recue do seu caminho e realmente continue vivendo. Recuai, recuai dos vossos maus caminhos, pois, por que devíeis morrer?” — Ezequiel 33:11.

João menciona agápe, o amor segundo princípios, mais vezes do que os outros três escritores dos Evangelhos juntos, mas, em Marcos 3:17, o próprio João é descrito como ‘Filho do Trovão’. Foi por inspiração da parte de Jeová que este Filho do Trovão escreveu as mensagens apocalípticas no último livro da Bíblia, Revelação, que retrata a Jeová como o Deus que executa a justiça. Este livro está cheio de expressões de julgamento, tais como o “grande lagar da ira de Deus”, “as sete tigelas da ira de Deus” e o “furor de Deus, o Todo-poderoso”. — Revelação 14:19; 16:1; 19:15.

Nosso Senhor Jesus Cristo, que é “a imagem do Deus invisível”, declarou destemidamente os julgamentos de Jeová enquanto estava na terra. (Colossenses 1:15) Por exemplo, há os sete ais no capítulo 23 de Mateus, que ele proclamou francamente contra os hipócritas religiosos dos seus dias. Ele concluiu esta sentença condenatória com as seguintes palavras: “Jerusalém, Jerusalém, matadora dos profetas e apedrejadora dos que lhe são enviados — quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo de suas asas! Mas vós não o quisestes. Eis que a vossa casa vos fica abandonada.” Trinta e sete anos mais tarde, o julgamento foi executado pelo exército romano sob o comando do General Tito. Foi um dia terrível, profético do que mostrará ser o mais atemorizante dia em toda a história da humanidade — o dia de Jeová, que irromperá em breve.

“O sol” brilhará

Jeová informa que haverá sobreviventes ao seu dia. Menciona-os em Malaquias 4:2, dizendo: “Para vós os que temeis o meu nome há de brilhar o sol da justiça, com cura nas suas asas.” Este sol da justiça é o próprio Jesus Cristo. Ele é a espiritual “luz do mundo”. (João 8:12) Como brilha? Ele se levanta com cura nas asas — primeiro a cura espiritual, que já podemos ter hoje, e depois, no novo mundo vindouro, a cura física de pessoas de todas as nações. (Mateus 4:23; Revelação 22:1, 2) Conforme Malaquias diz, em sentido figurado, os curados ‘sairão e escavarão o solo como bezerros cevados’, que acabam de ser soltos do estábulo. Quanta alegria sentirão também os ressuscitados, que terão a perspectiva de alcançar a perfeição humana!

Mas, que dizer dos iníquos? Lemos em Malaquias 4:3: “‘Vós haveis de pisotear os iníquos, pois tornar-se-ão como poeira sob a sola de vossos pés no dia em que eu agir’, disse Jeová dos exércitos.” Ao passo que protegerá os que o amam, nosso Deus-Guerreiro terá eliminado da terra esses inimigos tirânicos, aniquilando-os. Satanás e seus demônios terão sido restritos. — Salmo 145:20; Revelação 20:1-3.

Os do povo de Deus não participam na destruição dos iníquos. Então, como é que ‘pisoteiam os iníquos’? Fazem isso figurativamente por participar numa grande celebração de vitória. Êxodo 15:1-21 descreve uma celebração assim. Ela se seguiu à destruição de Faraó e das suas hostes no mar Vermelho. Em cumprimento de Isaías 25:3-9, à eliminação dos ‘tirânicos’ seguir-se-á um banquete de vitória, relacionado com a promessa de Deus: “Ele realmente tragará a morte para sempre, e o Soberano Senhor Jeová certamente enxugará as lágrimas de todas as faces. E de toda a terra ele tirará o vitupério de seu povo, pois o próprio Jeová falou isso. E naquele dia certamente se dirá: ‘Eis! Este é o nosso Deus. . . . Este é Jeová. Pusemos nossa esperança nele. Jubilemos e alegremo-nos na salvação por ele.’” Esta alegria não é vingativa nem jactanciosa, mas é exultação pela santificação do nome de Jeová e pela purificação da terra para a habitação pacífica da humanidade unida.

Um grandioso programa educacional

Em Malaquias 4:4, os judeus foram admoestados a ‘se lembrarem da lei de Moisés’. Assim também hoje, temos de seguir “a lei do Cristo”, como se menciona em Gálatas 6:2. Os sobreviventes ao Armagedom, sem dúvida, receberão mais instruções baseadas nela, e é bem possível que elas estejam inscritas nos “rolos” de Revelação 20:12, os quais serão abertos por ocasião da ressurreição. Quão grandioso será este dia em que os mortos ressuscitados são instruídos para seguir o modo de vida da “nova terra”! — Revelação 21:1.

Isto será uma ampliação do programa educacional mencionado por Jeová, conforme registrado em Malaquias 4:5: “Eis que vos envio Elias, o profeta, antes de chegar o grande e atemorizante dia de Jeová.” Quem é o atual Elias? Conforme mostra Mateus 16:27, 28, Jesus disse ao se referir a ele “vir no seu reino”: “O Filho do homem está destinado a vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então recompensará a cada um segundo o seu comportamento.” Seis dias depois, ao estar num monte junto com Pedro, Tiago e João, “ele foi transfigurado diante deles, e o seu rosto brilhava como o sol, e a sua roupagem exterior tornou-se brilhante como a luz”. Estava ele sozinho nesta visão? Não, pois, “eis que lhes apareceram Moisés e Elias, conversando com ele”. — Mateus 17:2, 3.

O que significava isso? Apontava para Jesus como o profetizado Moisés Maior por ocasião da sua vinda para o julgamento. (Deuteronômio 18:18, 19; Atos 3:19-23) Ele estaria então associado com um Elias hodierno, a fim de realizar uma obra vital, a da pregação das boas novas do Reino em toda a terra, antes de sobrevir o grande e atemorizante dia de Jeová. Descrevendo a obra deste “Elias”, Malaquias 4:6 declara: “Ele terá de voltar o coração dos pais para os filhos e o coração dos filhos para os pais; para que eu não venha e realmente golpeie a terra, devotando-a à destruição.” De modo que “Elias” é identificado como a classe do escravo fiel e discreto de cristãos ungidos na terra, à qual o Amo, Jesus, confiou todos os Seus bens. Isto inclui fornecer à família da fé o necessário “alimento [espiritual] no tempo apropriado”. — Mateus 24:45, 46.

Hoje em dia, em todo o mundo, podemos ver o resultado feliz deste programa de alimentação. A revista A Sentinela, com uma tiragem de 16.100.000 exemplares de cada número, em aproximados 700 idiomas, dos quais 300 são publicados simultaneamente, está inundando a terra com “estas boas novas do reino”. (Mateus 24:14) Usam-se outras publicações em muitas línguas nos diversos aspectos da obra de pregação e de ensino das Testemunhas de Jeová. A classe de Elias, o escravo fiel e discreto, está atenta a suprir abundantemente todos “os cônscios de sua necessidade espiritual”. (Mateus 5:3) Além disso, os que aceitam esta esperança do Reino e agem de acordo ficam aliados numa maravilhosa união mundial. Esta abrange a grande multidão “de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”. (Revelação 7:9) Quando esta obra tiver sido terminada na medida que Jeová requer, então virá o fim no Seu grande e atemorizante dia.

Mas, quando é que irromperá este atemorizante dia? O apóstolo Paulo responde: “O dia de Jeová vem exatamente como ladrão, de noite. Quando estiverem dizendo [talvez de modo singular]: ‘Paz e segurança!’ então lhes há de sobrevir instantaneamente a repentina destruição, assim como as dores de aflição vêm sobre a mulher grávida, e de modo algum escaparão.” — 1 Tessalonicenses 5:2, 3.

Quem diz esta profecia que não escapará? São os líderes políticos que afirmam que podem desenvolver uma nova ordem unida com os elementos fragmentados deste mundo violento. Seus grandiosos produtos, a Liga das Nações e as Nações Unidas, fracassaram neste respeito. Conforme predisse o profeta de Jeová, eles até mesmo agora estão “dizendo: ‘Há paz! Há paz!’ quando não há paz”. — Jeremias 6:14; 8:11; 14:13-16.

No ínterim, os do povo de Jeová sofrem as pressões e as perseguições deste mundo ímpio. Mas, dentro em breve, conforme declarado em 2 Tessalonicenses 1:7, 8, terão alívio “por ocasião da revelação do Senhor Jesus desde o céu, com os seus anjos poderosos, em fogo chamejante, ao trazer vingança sobre os que não conhecem a Deus e os que não obedecem às boas novas acerca de nosso Senhor Jesus”.

Quando se dará isso? Muitos de nós já esperamos por bastante tempo. No ínterim, um grande número de mansos, que sobreviverão, acata a convocação encontrada em Sofonias 2:2, 3: “Procurai a Jeová . . . Procurai a justiça, procurai a mansidão. Provavelmente sereis escondidos no dia da ira de Jeová.” Daí, Sofonias 3:8 contém a exortação: “‘Portanto, estai à espera de mim’, é a pronunciação de Jeová, ‘até o dia em que eu me levantar para o despojo, pois a minha decisão judicial é ajuntar nações, para que eu reúna reinos, a fim de derramar sobre elas a minha verberação, toda a minha ira ardente; porque toda a terra será devorada pelo fogo do meu zelo’.” O fim está próximo! Jeová sabe o dia e a hora, e ele não mudará seu cronograma. Portanto, perseveremos com paciência. “Porque a visão ainda é para o tempo designado e prossegue arfando até o fim, e não mentirá. Ainda que se demore, continua na expectativa dela; pois cumprir-se-á sem falta. Não tardará.” (Habacuque 2:3) O atemorizante dia de Jeová aproxima-se cada vez mais. Lembre-se, este dia não tardará!