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a origem do caluniador
a origem do caluniador

O primeiro registro de inimizade no Universo é a ação da “serpente”, mais tarde identificada na Bíblia como Satanás, o Diabo (Re 12:9), quando abordou Eva com um desafio quanto à veracidade de Deus. (Gên 3:4, 5) Jesus Cristo descreveu essa criatura espiritual como homicida, também como “mentiroso e o pai da mentira”. — Jo 8:44

o relato bíblico torna claro que foi Satanás quem falou por meio de uma serpente, seduzindo Eva a desobedecer à ordem de Deus. Eva, por sua vez, persuadiu Adão a adotar o mesmo proceder rebelde. (Gên 3:1-7; 2Co 11:3) Em consequência do uso que Satanás fez da serpente, a Bíblia dá a Satanás o título de “Serpente”, que passou a significar “enganador” tornou-se também “o Tentador” (Mt 4:3) e mentiroso, “o pai da mentira”. — Jo 8:44; Re 12:9.

Quando Satanás se dirigiu a Eva (através da fala da serpente), ele na realidade desafiou a legitimidade e justiça da soberania de Jeová. Deu a entender que Deus negava injustamente algo à mulher; declarou também que Deus era mentiroso ao dizer que ela morreria se comesse do fruto proibido. Além disso, Satanás induziu-a a crer que ela ficaria livre e independente de Deus, tornando-se como Deus. Por meio disso, esta iníqua criatura espiritual fez-se superior a Deus aos olhos de Eva, e Satanás tornou-se o deus dela, embora Eva, na ocasião, evidentemente não conhecesse a identidade daquele que a desencaminhava. Com esta ação dele, pôs o homem e a mulher sob a sua liderança e controle, erguendo-se como deus rival em oposição a Jeová. — Gên 3:1-7.

A Bíblia, ao levantar o véu para fornecer um vislumbre de assuntos celestiais, revela que Satanás, mais tarde, como deus rival, compareceu perante Jeová no céu, desafiando Jeová na face, dizendo que podia desviar Dele Jó, Seu servo, e assim, por inferência, todos os servos de Deus. Na realidade, acusou Deus de dar injustamente a Jó tudo, junto com plena proteção, para que ele, Satanás, não pudesse testar Jó e mostrar o que este realmente tinha no coração, o qual era mau, segundo Satanás insinuou. Deu a entender que Jó servia a Deus primariamente por motivos egoístas. Satanás tornou claro este ponto do seu argumento ao dizer: “Pele por pele, e tudo o que o homem tem dará pela sua alma. Ao invés disso, estende agora tua mão, por favor, e toca-lhe até o osso e a carne, e vê se não te amaldiçoará na tua própria face.” — Jó 1:6-12; 2:1-7

Neste caso especial, Jeová permitiu que Satanás causasse calamidade a Jó por não interferir quando Satanás fez realizar uma incursão de assaltantes sabeus, bem como a destruição de rebanhos e pastores por aquilo que o mensageiro de Jó chamou de “o próprio fogo de Deus” desde os céus; não se declara se este era relâmpago ou outro fogo. Satanás causou também uma invasão de três bandos de caldeus, bem como um vendaval. Estas coisas causaram a morte de todos os filhos de Jó e destruíram suas propriedades. Por fim, Satanás infligiu ao próprio Jó uma repugnante doença. — Jó 1:13-19; 2:7, 8.

Essas coisas revelam a potência e o poder dessa criatura espiritual, Satanás, bem como sua atitude feroz e assassina.
Por desafiar a Deus e acusar os servos de Deus de falta de integridade, Satanás viveu à altura do seu título “Diabo”, que significa “Caluniador”, título que mereceu por ter caluniado a Jeová Deus no jardim do Éden.

Por outro lado, há muitos que se tornam inimigos empedernidos de Deus, incluindo Satanás e os demônios iníquos, que juntam as nações em oposição a Deus (Re 16:13-16); o apóstata “homem que é contra a lei”, que se coloca em oposição a Deus (2Te 2:3, 4); “Babilônia, a Grande”, cujos “pecados . . . acumularam-se até o céu” (Re 17:5; 18:5); “a fera” que saiu do mar, que obtém seu poder e autoridade de Satanás, o dragão (Re 13:1, 2, 6); a “fera” de dois chifres, que promove a adoração dessa “fera” do mar (Re 13:11, 12); a “fera cor de escarlate”, “cheia de nomes blasfemos” (Re 17:3); e os que persistem em apoiá-los (Re 19:17-21). A estes, Deus destruirá. — De 32:41; Is 59:18; Re 20:10.

Seu propósito é um só: desencaminhar todos da adoração pura de Deus.